Café: é bom ou ruim para a saúde?

Olá pessoal!

Maniqueu foi um filósofo cristão do século III que dividiu o mundo de forma bem simples: o bom e o mal. O termo “maniqueísmo” se tornou popular e passou a ser um adjetivo para tudo que sofre essa divisão (drástica) entre dois aspectos opostos e incompatíveis.

Em minha humilde opinião, o modelo maniqueísta realmente não pode ser aplicado à ciência da Nutrição por ser simplista demais. Como categorizar os alimentos entre “bons” e “ruins” quando se há tantas VARIÁVEIS?!

Café: bom ou ruim para você?

Um dos alimentos que passou (e passa) por uma discussão maniqueísta é o café: ele faz bem ou mal à saúde? A resposta é: depende. Depende como o SEU organismo vai reagir às substâncias presentes na composição desse alimento e da quantidade ingerida por dia. Vamos ver qual o seu caso. Continue lendo…

Sensibilidade a cafeína: qual é a sua?

A cafeína é uma substância com um incrível poder estimulante. É ela que te faz ficar em estado de alerta e agitadão (ou agitadona) quando o dia começa. Não é um problema para muitas pessoas…. Pelo contrário! A cafeína pode fazer muito bem em quantidades adequadas a cada um e na hora certa. O problema é que muitos consomem quantidades absurdas da substância por dia (não apenas no café, mas também em refrigerantes, chás , chocolates…) e isso pode ter um impacto negativo na saúde.

A cafeína terá efeitos diferentes de acordo com o organismo de cada um. Isso tem muito a ver com a quantidade de enzimas hepáticas e com a sensibilidade dos receptores dessa substância no cérebro.

Os seus efeitos também são determinados pela genética. Investigadores descobriram que pessoas com um determinado gene eliminam a cafeína mais lentamente. Em indivíduos com esta característica, o consumo de café estaria associado ao aumento do risco de infarto do miocárdio não mortal, sugerindo que a cafeína poderia desempenhar um papel nessa associação.

Em meu consultório faço o teste genético para detectar a sensibilidade à cafeína dos pacientes submetidos ao exame e assim, prevenimos o desenvolvimento de doenças associadas naqueles que são sensíveis a ação dessa substância.

Vai um café aí?!

Vai um café aí?!

Sintomas do excesso de  cafeína 

A cafeína atua principalmente no cérebro, onde afeta a função de alguns neurotransmissores e cria o efeito estimulante. Se você beber muitos cafés ou consumir cafeína em excesso e for sensível a esta substância, sentirá seus efeitos.

Esses são alguns dos sintomas comuns relacionados com o excesso de cafeína:

  • Inquietação
  • Ansiedade
  • Tontura
  • Desconforto no estomago
  • Irritabilidade
  • Insônia
  • Batimentos cardíacos acelerados
  • Tremores

Se você sentiu algum desses sintomas logo depois de tomar café, pode ser que seja sensível a cafeína e precise reduzir a dose.

Ou seja, dependendo da sua genética você pode tolerar muita ou pouca cafeína. Também é necessário ter em mente que várias condições médicas podem afetar a sensibilidade a cafeína. Se você é uma pessoa ansiosa, tem síndrome do pânico, arritmia cardíaca ou pressão alta é bem possível que tenha uma tolerância mais baixa. Agora, uma coisa é fato: pessoas que tomam café com frequência tornam-se mais tolerantes a cafeína que aqueles que bebem esporadicamente.

Café é bom demais!

Agora chega de falar da cafeína. Quero falar mesmo é do café! Muitos estudos relacionam o consumo dessa bebida deliciosa e tão consumida pelos brasileiros com a redução dos riscos de várias doenças. Aqui está o resumo das descobertas mais interessantes que associam o café com a prevenção de doenças:

DIABETES – Quanto mais café as pessoas consomem, menor o risco de diabetes tipo 2. Um estudo encontrou um decréscimo do risco de se desenvolver a doença por cada xícara consumida.

CIRROSE HEPÁTICA – Beber 4 xícaras por dia reduziu o risco em 80% de cirrose hepática.

CÂNCER DE FÍGADO – O risco de câncer de fígado ficou 44% menor com o consumo de 2 xícaras de café ao dia.

ALZHEIMER – Um outro estudo descobriu que o consumo de 3 a 5 xícaras por dia reduziu o risco de Alzheimer em 65%.

PARKINSON – A maior redução do risco da doença de Parkinson acontece com um consumo superior a 5 xícaras diárias.

DEPRESSÃO – Estudos mostram que o consumo de 4 xícaras diárias de café está associado a redução do risco de depressão em 20% e uma diminuição do risco de suicídio em 50%.

Com essas informações podemos concluir que tomar de 4 a 5 xícaras pequenas de café por dia pode trazer muitos benefícios à saúde. Isso se dá pelas substâncias antioxidantes encontradas no café, tanto no normal como no descafeinado.

ATENÇÃO NO PREPARO

A forma que você prepara seu café também fará a diferença na saúde. Há dois elementos no grão do café que podem elevar o colesterol sanguíneo. Mas pode se tranquilizar… A água quente e o filtro de papel removem essas substâncias, algo que o coador de pano não faz. Por isso, ferva bem a água e use o filtro de papel que está tudo certo.

E viva o café!

Com amor e saúde,

Giovana Morbi

 

2 Comentários

  1. por Ivani - 13 de setembro de 2017  16:23 Responder

    Adorei a resposta,nutrilipo ajuda a perder gordura,tipo assim emagrecer,bjos

  2. por Rodrigo Ruiz - 15 de setembro de 2017  6:44 Responder

    Ótima matéria, eu sou apaixonado por café não fico um dia sem tomar, é bom saber que o café previne a porcentagem de várias doenças.

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